Wednesday, July 25, 2007

25 de Julho de 2007

Esta noite tive um sonho estranho, dos poucos que me consigo recordar. Sonhei com uma pessoa... uma mulher, mas não consigo ver o seu rosto. Ele é-me tão familiar... não só o rosto, todos os gestos, expressões. Eu conheço aquela mulher, sinto-o. Mas de onde? Desde de manhã que ando com as imagens do sonho, do pouco que me consigo lembrar, na cabeça. Algo do presente que nunca vivi... quem é esta mulher? Já me aconteceu antes algo parecido, ter sonhos tão reais que me fazem andar por uns tempos a tentar perceber o seu significado. O sonho era real, ela era real... eu... eu não era eu, mas mesmo assim era parte de mim. Uma parte que eu não reconheço, talvez algo escondida, não sei. Acho que apenas doses cavalares de psicanálise me pode ajudar. Tentando me analisar a mim mesmo poderia dizer que era apenas algo provocado pela minha solidão e pela vontade de encontrar a companheira perfeita – busca bastante frustrante e dolorosa até agora. É perfeitamente lógico, faz sentido. Então porquê é que eu acho que não é só isto? Se calhar é a minha mania das ligações cósmicas e conspirações do destino, do nada é o que parece, do sentido da vida. Por uma vez que seja gostava de aceitar o caos do universo tal qual como ele é. Sem sentido ou ordem. Tal como os sonhos, de os ver apenas como sonhos e não como mensagens de algo que não vejo presente na minha vida.


Mas depois acabo sempre por acrescentar a palavra "aparente" à frase "sem sentido ou ordem".


Vou dormir. A ver se a rapariga aparece outra vez. Se aparecer sei que é a mulher da minha vida.

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