Saturday, November 24, 2007

24 de Novembro de 2007

Hoje resolvi sair de casa. Quase como se possuído por uma força desconhecida dentro de mim, peguei no carro e fui em direcção ao desconhecido. Acabei por visitar um palacete que já anda nos meus planos há muito tempo. É engraçado, sempre pensei em ir lá visitá-lo com a Susana e acho que agora percebi o porquê de nunca ter ido lá antes. Assim que entrei lá, nunca parei de pensar nela. Não sei se era pelo facto de querer partilhar com ela aquela experiência ou por ter encontrado representadas montes de simbologias da minha relação com ela. A imperfeição de duas pessoas que não se deviam ter conhecido, o fracasso como ser uno. A cada estátua, cada edifício, foi só isto que encontrei. Um vazio. Fracasso. Senti mesmo que a minha razão de viver, o meu propósito como ser, na minha vida, tinha sido falhado, completamente desperdiçado. Apesar destes sentimentos, da dor de pensar nela e nesta linha de pensamentos, consegui retirar algo positivo, soube-me bem sair assim sem destino. É curioso ter acabado onde acabei e o significado do que retirei daquilo que vi. Aquilo que senti. Acabei por dar comigo a interrogar-me de onde estaria ela naqueles momentos, se estaria a pensar em mim. Sou mesmo idiota. Aposto que ela já nem sequer se lembra do tempo que passámos juntos. Que não significou nada para ela. Não interessa. Afinal, apenas eu tenho lembranças de um mundo que pelos vistos só existiu na minha cabeça.

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