Wednesday, December 19, 2007

19 de Dezembro 2007

Comentei com o meu irmão, o facto de não ter ido ao almoço de natal e nem ao jantar, jantar esse que descobri hoje que também ia haver, com as delegações todas da empresa. Ele passou-se. Disse-me que deveria ir. Que tinha de ir, que tenho de integrar-me, que fazer um esforço. Quando lhe disse a questão do dinheiro, disse-me que devia ter-lhe pedido. Eu sei que ele tem razão, sei que é essencial para o meu futuro lá que me misture, que não fique à parte. Que tenho de fazer um sacrificio... eu sei, eu sei que ele tem razão. Eu sei. Mas estou farto de me esforçar por ser algo que não sou para que os outros me aceitem e mesmo assim me mastiguem e cuspam fora como se fosse uma pastilha elástica sem sabor. Porque é que eu tenho que dar tanto de mim por um trabalho que nem sequer me diz o mínimo para fazer sorrir? Que se fodam todos, não vou a merda de jantar nenhum, não vou a almoço, não vou a encontros, troca de prendas, quero é que se danem todos mais todas as vossas regras. Só quero estar sozinho, deixem-me em paz e sozinho. Ninguém quer saber, ninguém se preocupa, porque fingir? Porque é socialmente correcto? Que se foda isso. Se não querem ser incorrectos, não se preocupem, eu posso bem ser o antisocial, o maluquinho, o drogado sujo e sebento. Tudo o que quiserem mas de mim não levam nem mais a ponto dum corno. Metam-me de parte, despeçam-me, façam o que quiserem, apenas não me peçam para ir contra o que sou. Não vou me mexer um centímetro e o resto do mundo que se foda se não gosta.

2 comments:

baby crocodile said...

É esse o espiríto: que se foda o almoço e o jantar de Natal! O que é que essa merda interessa no meio das tripas do Ser? Uma prenda, de qualquer maneira: vinte e seis aquecedores portáteis... Se não forem suficientes avisa...

Fernando Ferreira said...

lol, parece-me que não