Se ontem julguei que tinha sido mau, hoje então bateu recordes. Mais uma vez acordei a tremer, com os pés e mãos gelados. Mais uma vez ouvi vozes de discussão e vi pessoas no meu quarto. Tudo andava à volta, parecia que estava num carrossel. Os meus olhos estão pesadíssimos, mal os conseguia abrir e o meu corpo parecia que tinha sido atirado do alto de um precipício e caído numa estrada mesmo antes de uma concentração de cilindros passar. Sinto-me a queimar em febre. Pela primeira vez em muito tempo vou ter com a minha mãe, pedir-lhe ajuda. Ela lá arranja uma cambada de drogas para eu tomar. Sinceramente não sei como é que ela se consegue lembrar de todos os medicamentos e os seus efeitos, o que é bom o que é mau... Tinha 39 de febre, não admira que ouvisse e visse coisas, com o cérebro quase a fritar. A muito esforço lá almocei e depois sentei-me em frente à televisão. Doiam-me tanto os olhos que optei por ver televisão de olhos fechados. Sempre me apaziguou fechar os olhos e apenas ouvir a televisão. Mas hoje foi dificil sentir paz. Só ao jantar os comprimidos fizeram efeito. Ainda tenho de tomar mais um à meia noite e meia, portanto daqui a meia hora, como não vou trabalhar amanhã não tenho de me preocupar com o levantar cedo, se bem que me recordo que a minha mãe falou algo em me dar um comprimido às 8:30h. Amanhã não vou trabalhar, mas não deixo de ter aquele sentimento de domingo. E começo a ficar nervoso só de pensar que o tempo que falta para que eu volte ao trabalho é cada vez menor. E não deixo de me sentir mal por ter este ódio de estimação em relação ao meu trabalho, por uma infinidade de razões. Mas não quero pensar nisso. Estou cansado e acho que vou é tomar o comprimido meia hora mais cedo. Espero amanhã não acordar da mesma maneira.
Sunday, December 30, 2007
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