Penso demasiado. Tudo o que me acontece de mau, tento encontrar uma razão para isso:
Serei eu que mereço, será que preciso passar por isto para aprender algo?
Tento encontrar sentido em tudo que me rodeia e talvez seja por isso que estou sozinho, talvez tenha sido isso que me tenha apaixonado pela Susana. O facto de ela não estar presente e de eu estar ausente nela dava-me liberdade para pensar em tudo e mais alguma coisa menos no que lhe devia dar. Fazia sentido para mim, eu amava-a porque ela me dava espaço para eu ser o que quisesse. Tarde demais descobri que esse espaço que me dava foi também o espaço que ficou entre nós e que irremediavelmente a levou a voar para outro lado. Eu continuei no mesmo sítio. Eu estou sempre no mesmo sítio. Longe de tudo e de todos.
E ela acabou para ser mais uma coisa em que eu tinha de perceber o sentido. Ela por consequência da sua decisão de me abandonar. Se estarmos juntos era perfeito, absolutamente lógico após todas as equações e certíssimo seguindo todos os instintos, o não estarmos juntos era uma aberração cósmica para o meu universo. Algo que eu dediquei mais de dois anos a tentar perceber e simultaneamente a esquecer. A fingir perante mim próprio que aceitava e a sofrer por raiva. Com isso também tentei percebê-la e a cada vez que tentava, mais desesperado ficava, porque a pessoa que tinha conhecido nunca existiu. Talvez ela a tenha criado para me tentar agradar, talvez eu estivesse tão longe lá que nunca a tenha conhecido realmente.
É algo que nunca vou saber.
Todos os problemas que tenho são dissecados. Se não tenho dinheiro, procuro por uma alternativa, negócios, empregos, maneiras de poupar. Chego sempre ao mesmo sítio, onde estou. Será que o pensar demasiado traz-me mais benefícios do que malefícios? Muitas das vezes, ao visualizar o futuro - tenho muito essa mania, principalmente no que diz respeito a relações sentimentais - acabo por tomar decisões fazendo esses arriscados cálculos aritméticos. Normalmente a vida acaba por me mostrar que estava certo e nesses casos, nessas alturas, eu senti-me bem por pensar demasiado, por tentar apurar o meu instinto, saber o que ele me diz -a voz interior.
Não consigo achar distinção entre um e outro, pensar, sentir. Eu penso e sinto ao mesmo tempo. As duas coisas complementam-se.
Se calhar...
Acho que penso e sinto demasiado.
Serei eu que mereço, será que preciso passar por isto para aprender algo?
Tento encontrar sentido em tudo que me rodeia e talvez seja por isso que estou sozinho, talvez tenha sido isso que me tenha apaixonado pela Susana. O facto de ela não estar presente e de eu estar ausente nela dava-me liberdade para pensar em tudo e mais alguma coisa menos no que lhe devia dar. Fazia sentido para mim, eu amava-a porque ela me dava espaço para eu ser o que quisesse. Tarde demais descobri que esse espaço que me dava foi também o espaço que ficou entre nós e que irremediavelmente a levou a voar para outro lado. Eu continuei no mesmo sítio. Eu estou sempre no mesmo sítio. Longe de tudo e de todos.
E ela acabou para ser mais uma coisa em que eu tinha de perceber o sentido. Ela por consequência da sua decisão de me abandonar. Se estarmos juntos era perfeito, absolutamente lógico após todas as equações e certíssimo seguindo todos os instintos, o não estarmos juntos era uma aberração cósmica para o meu universo. Algo que eu dediquei mais de dois anos a tentar perceber e simultaneamente a esquecer. A fingir perante mim próprio que aceitava e a sofrer por raiva. Com isso também tentei percebê-la e a cada vez que tentava, mais desesperado ficava, porque a pessoa que tinha conhecido nunca existiu. Talvez ela a tenha criado para me tentar agradar, talvez eu estivesse tão longe lá que nunca a tenha conhecido realmente.
É algo que nunca vou saber.
Todos os problemas que tenho são dissecados. Se não tenho dinheiro, procuro por uma alternativa, negócios, empregos, maneiras de poupar. Chego sempre ao mesmo sítio, onde estou. Será que o pensar demasiado traz-me mais benefícios do que malefícios? Muitas das vezes, ao visualizar o futuro - tenho muito essa mania, principalmente no que diz respeito a relações sentimentais - acabo por tomar decisões fazendo esses arriscados cálculos aritméticos. Normalmente a vida acaba por me mostrar que estava certo e nesses casos, nessas alturas, eu senti-me bem por pensar demasiado, por tentar apurar o meu instinto, saber o que ele me diz -a voz interior.
Não consigo achar distinção entre um e outro, pensar, sentir. Eu penso e sinto ao mesmo tempo. As duas coisas complementam-se.
Se calhar...
Acho que penso e sinto demasiado.
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