Thursday, October 18, 2007

18 de Outubro de 2007

Esta noite… passei-a quase em branco. Quase por que fui intercalando a consciência com sonhos estranhos. E depois de um segmento, não consegui voltar a adormecer. Comecei com pára-quedismo com sacos plástico depois de ter sido obrigado a saltar de um pequeno avião. Passeei com alguém familiar, de quem não me recordo o suficiente para saber quem era, por bares pitorescos. Parecia-me Espanha ou Holanda... não que tenha estado em Espanha ou Holanda mas tive mesmo essa sensação. Por fim, sentei-me, ou melhor aninhei-me, ao lado de alguém que também me é conhecido ou pelo menos muito familiar mas também não me recordo de quem seja. Mas a sensação... essa não me vou esquecer tão cedo. Tal como quando sonhei com aquela mulher que me fez lembrar a Susana, a tal cumplicidade inexplicável, senti uma forte ligação e carinho. Mas de uma maneira diferente. No sonho que tive tempos atrás, sentia, além da atracção, uma certa ternura paternal. Neste caso senti-me como se fosse eu a ser protegido e não contrário – portanto alguém mais velho que a Susana e mais velho que eu. Sou péssimo a interpretar sonhos e acabo sempre por desvalorizar aquilo com que sonho mas por vezes as sensações são tão reais que é difícil voltar as costas a elas.

Apesar de não ter dormido, o dia não custou a passar. Apenas notei que estive sem energia. São nove horas da noite e eu estou de rastos. Talvez hoje consiga descansar pela acumulação de cansaço.

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