Olhando para o que senti ontem sobre os meus amigos (pelo menos os que ainda não se cansaram da maneira como os trato) e pondo em confronto com o que sinto hoje é fácil perceber tudo. Vivo por fases. Ou tenho vivido na maior parte do tempo, sem me aperceber. Raiva, cansaço, desespero, medo, confusão, o quer que seja. E enquanto vou intervalando as fases, vou mantendo uma esperança que venha uma em que me traga mais energia para que possa dar aquilo que quero dar. Estou cansado e custa-me a pensar, tenho sentido essa dificuldade a cada dia que passa a aumentar cada vez mais. Tento concentrar-me mas não consigo. Tento ver para além do que me rodeia mas tudo se torna difuso. Esta semana tenho mais uma consulta mas sinceramente acho que vai dar em nada. E o culpado realmente sou eu, não posso por as culpas em cima de ninguém, não posso arranjar mais desculpas. A merda na minha vida é toda trazida por mim, o fracasso que tenho é todo feito por mim. Que fugi de mim próprio ao ponto de esquecer propositadamente dias, semanas. Optei por me refugir, sei lá eu onde, até que não sei o quê passasse. A culpa é verdadeiramente minha. E obviamente não passou nada, obviamente que a cada vez que voltava, a confusão ainda era maior. Não sei o que se passa comigo mas acho que o tentar descobrir está a fazer afundar-me cada vez mais. Não interessa. Não quero saber, não interessa. Não posso continuar a deixar afectar-me desta maneira mesmo que seja por algo que eu não vejo nem compreendo. Estou revoltado comigo mesmo por deixar-me ir abaixo assim e por deixar que pessoas me afectem, pessoas que não merecem que sequer se perca tempo a pensar nelas. Não interessa nada. Sem vozes, sem visões, sem desvios da realidade. Não há mais desculpas.
Wednesday, March 12, 2008
Subscribe to:
Post Comments (Atom)
No comments:
Post a Comment