O templo abriga pessoas demais. Pessoas diferentes demais que querem todas algo diferente. A luz não chega a todos e nem todos a querem, como já disse. Alguns temem-na. Serei eu o único a ver por não a temer? A luz não me protege desta agitação, até porque eu raramente a vejo. Raramente a sinto. Nunca o tinha visto antes no templo. Nunca o tinha visto cá dentro. E ele não sabe que está cá. Vive numa ilusão, numa diferente de todos os outros. Os outros pressentem a sua energia, a sua luz. E tem medo dela, embora também a desejem simultaneamente. Ninguém quer sair e agora que ele também está cá... o velho templo começa a desmoronar-se.
Thursday, March 13, 2008
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