Não correu como esperava. Não sei o que esperava também, mas não foi mesmo o que esperava. Tinha ideia de alguém com uns olhos à Bela Lugosi e a gesticular com as mãos para me fazer adormecer em segundos. Parece que a hipnose afinal é algo que o hipnotizado tem que colaborar, tem que querer colaborar porque se assim não for não se consegue fazer. Portanto o que hoje foi não passou, segundo o dr., de uma sessão de preparação. Vai depender de mim para saber quantas vão ser necessárias ao certo, porque eu tenho que querer ser hipnotizado, não posso colocar barreiras a isso. E tenho que confiar nele. Todos os receios e dúvidas que tinha e em certa parte ainda tenho, acabam por impedir que seja totalmente hipnotizado. Ele disse-me que era normal, que variava de pessoa para pessoa. Uns demoram mais tempo e outros menos. Também me disse que o tratamento também variava conforme as pessoas. As primeiras sessões eram sempre num estado inconsciência leve, onde se tem percepção do que se passa, que foi o que me aconteceu ontem e daí talvez a minha "desilusão". Depois há o estado de intermédio e o profundo. Depende do problema da pessoa e da dificuldade em que se tem para o resolver. O que me deixou com uma pequena e simples questão que eu não soube responder sinceramente....
"O que o traz cá?"
Stress foi a vítima escolhida. O que poderia eu dizer quando não faço a mínima ideia do que se passa comigo? Tenho uma consulta daqui a quinze dias. Com a crise até calha bem.
"O que o traz cá?"
Stress foi a vítima escolhida. O que poderia eu dizer quando não faço a mínima ideia do que se passa comigo? Tenho uma consulta daqui a quinze dias. Com a crise até calha bem.
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