Hoje tive de pedir dinheiro a um amigo meu e senti-me bastante mal por isso. Para além de lhe estar já a dever dinheiro, não faço a mínima ideia quando lhe vou pagar, se é que vou pagar. Acordei com esta decisão depois de mais uma noite a olhar para ontem e ouvir coisas que eu digo a mim próprio que já não ouço. Cobarde, fraco, a culpa é tua. Por aí. Eu já acreditei mais nisso, que a minha cobardia e fraqueza são um dos factores responsável por nos estarmos a afundar nestas areias movediças. A conclusão que chego agora é que independentemente do que se faça, vamos continuar a afundar. O que posso fazer é tentar apreciar o afogamento. Foda-se só digo é merda. Venho para aqui escrever não faço a mínima ideia porquê, tentar enganar-me a mim próprio de que consigo ter um discurso racional quando a merda da minha vida se afunda cada vez mais e quando eu vejo coisas acontecerem para as quais não tenho ponta de pista alguma de explicação racional para elas. O que senti ontem foi o exemplo perfeito de mim. Acordei com dor de cabeça devido a isso, durou mais de 10 horas. Um cabrão de um vampiro com os dentes espetados nas minhas costas a sugar-me a energia. Estou condenado a ter esta cruz em cima de mim. E o mais engraçado é que não sei qual é. Não sei o que é. Não sei o que posso fazer para combatê-la. Não é normal alguém ter tanta merda na vida e não conseguir explicar metade delas. Ok, não tenho dinheiro, ok não depende de mim nem fui eu o causador da desgraça financeira desta família, pelo menos não directamente... mas porra e o resto? Vozes, objectos a mexerem-se de sítio, brancas de memórias, pessoas que aparecem e desaparecem da minha vida sem deixar rasto. A resposta tem de continuar a ser a mesma, para bem da minha cabeça: Não interessa.
Monday, March 31, 2008
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