E pensava eu que ontem tinha sido um dia para esquecer... Sempre detestei sentir-me de mãos atadas. E quanto mais eu detesto estar de mãos atadas, mas a vida me põe diante de situações em que não posso fazer nada. Será que devo aprender alguma coisa com isto? Será que é por não aprender que estou sempre no meio destas situações. Um cliente queixou-se acerca do atraso que uma equipa de manutenção levou a chegar à sua casa. Eu disse que ia tentar ver o que se passava, e que iria entrar em contacto. Entro em contacto com a equipa de manutenção, eles dizem-me que apanharam trânsito e que não podiam fazer nada. Pois, também eu não. Ligo para o cliente e tento explicar a situação, de que ninguém tem culpa, foi um imprevisto e ele a muito custo aceitou a justificação. Isto da parte de manhã. Da parte da tarde, recebo um telefonema por parte da equipa de manutenção, que chegou pouco antes de almoço e que não estava lá ninguém. como eram horas de almoço, decidiram ir almoçar e depois voltar à tarde, tudo na boa fé de que conseguiriam fazer o serviço à tarde. Quando chegaram à tarde, a mesma coisa. Ninguém. Ligam para mim, a dizer mal da vida deles, a dizer mal da vida do cliente e eu a pensar mal da vida deles todos. Não consegui falar com o cliente e só pensava em chegar às cinco horas para poder desaparecer dali para fora. Engraçado, com estas merdas todas, nem me lembro se vi lá o homem ou não... Também se todos os dias forem assim, eu não vejo é nada mesmo.
Tuesday, April 15, 2008
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