Thursday, April 17, 2008

17 de Abril de 2008

Estes dias tem sido de arrasar. O cansaço cada vez se acumula mais mas de uma forma diferente. De uma forma indiferente, diria melhor. Stress do trabalho, fantasmas de merda de gente que não interessa ao menino Jesus, solidão acompanhada por pessoas estranhas que parecem perseguir-me onde quer que vá, credores e bancos... vampiros e sanguessugas, vozes e mais vozes... e mais vozes, todas as noites. Tudo indiferente, tudo banal. Cada vez mais. Um "que se foda" dito em silêncio porque também não há ninguém que queira ouvir. Um caminho silencioso para a auto-destruição. Acho que é esse o caminho que procuro e é isso que eu abraço. No fundo é o que eu quero, o que acho que mereço. E tudo o resto esfrego na minha própria cara de forma a salientar isso ainda mais. E puxo pelo cansaço, puxo por mim até encontrar novos limites, até cair mais fundo. Só para ver se consigo me levantar. Tudo para encontrar o dia, o momento, em que finalmente, depois de toda a merda que fiz contra mim próprio, não consiga mais me levantar. Anseio por esse dia.

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