Monday, August 13, 2007

11 de Agosto de 2007

Tenho fortes tendências anti- sociais. Até aqui nada de novo. A maneira inteligente como a doutora leva com que seja eu próprio a retirar conclusões agrada-me. Com o meu feitio, se me dizem algo, digo o contrário só pelo prazer de contrariar. Então assim como sou eu próprio a retirar estas conclusões... bem, não posso fugir de mim mesmo. Poder, posso, não devo. Tenho tido tempo para pensar e a razão que me levou a isolar do mundo parece ainda distante de mim. Não foi devido a um acontecimento, pelo menos é o que eu consigo perceber daquilo que disse à doutora. Até porque não houve assim nenhum acontecimento que me tivesse marcado e levado a agir assim. Sinto-me como aquela personagem de um filme... não me recordo, é um filme que a história anda de trás para a frente e que a personagem principal, que se esquece por completo a sua memória recente, segue pistas que ele próprio tatuou no seu corpo. É assim que me sinto, a tatuar-me por completo para deixar pistas a mim próprio daquilo que quero descobrir.
Pois bem, já que este se tornou uma espécie de diário, nada mais justo que se torne também do registo onde eu vou anotar as pistas que vou encontrando sobre o grande mistério que sou eu próprio.

Pistas:
1 - Anti-social: Não gosto de conviver com grande parte das pessoas que estão na minha vida. Não é que não tenha ninguém que não goste ou não dê valor. Apenas sinto-me melhor sozinho, fechado. Mas nem sempre estou bem assim

Questão: Se estou assim para me sentir melhor, porque é que nem sempre me sinto bem
Possíveis respostas:
1 - Porque nada é constante na vida, muito menos o que sentimos.
2 - Porque fujo de algo que nem mesmo sozinho consigo escapar.

Hm...

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