Mais uma vez, sonhos durante a noite. A recém descoberta paz neste espaço está a abandonar-me a cada dia que passa. E começo a sentir o fardo da solidão, fardo que julguei ser positivo para mim. Entre os olhares de piedade, ser o centro das atenções como se fosse alguma aberração de um circo e estar fechado numa cela, prefiro a última. Mas está a custar mais do que previ.
Acordei eram 6 e qualquer coisa da manhã. Sobressaltado. Com a mesma sensação de vazio. Hoje ofereci-me para ir ajudar em algumas tarefas que possam existir aqui e com o aval da doutora, não tive qualquer impedimento. Fez-me bem. Pelo menos passei maior parte do tempo a pensar como o tempo demorava a passar. Mas agora que estou aqui no escuro, a escrever neste meu fiel confidente... não deixo de pensar nela e na forma como sinto que o destino brinca comigo.
Não passamos de marionetas. Daquilo que sabemos desde início e optamos por esconder de nós próprios. Ou esquecer. Todos nós pensamos que somos especiais, que o mundo gira à nossa volta. Mesmo eu que fujo da atenção de tudo e de todos, tenho a fé secreta de que alguém, no escuro, no coração das trevas... observa-me. E esse alguém que está nas sombras, interfere no decorrer da nossa vida. Só o facto de observar está a afectar alguma coisa. Não tenho essa sensação recentemente, pelo menos desde que acordei no hospital, mas em vez de sentir que tenho algum papão à minha espreita no escuro do meu quarto, tenho sentido que o papão está dentro de mim. Um papão chamado passado. Um passado que eu não me recordo de ter vivido mas que me é terrivelmente familiar.
Vou-me deitar agora. Se fosse religioso, rezava para que aquela cara não me atormente mais, está a fazer-me lembrar de muita coisa que lutei para esquecer.
Acordei eram 6 e qualquer coisa da manhã. Sobressaltado. Com a mesma sensação de vazio. Hoje ofereci-me para ir ajudar em algumas tarefas que possam existir aqui e com o aval da doutora, não tive qualquer impedimento. Fez-me bem. Pelo menos passei maior parte do tempo a pensar como o tempo demorava a passar. Mas agora que estou aqui no escuro, a escrever neste meu fiel confidente... não deixo de pensar nela e na forma como sinto que o destino brinca comigo.
Não passamos de marionetas. Daquilo que sabemos desde início e optamos por esconder de nós próprios. Ou esquecer. Todos nós pensamos que somos especiais, que o mundo gira à nossa volta. Mesmo eu que fujo da atenção de tudo e de todos, tenho a fé secreta de que alguém, no escuro, no coração das trevas... observa-me. E esse alguém que está nas sombras, interfere no decorrer da nossa vida. Só o facto de observar está a afectar alguma coisa. Não tenho essa sensação recentemente, pelo menos desde que acordei no hospital, mas em vez de sentir que tenho algum papão à minha espreita no escuro do meu quarto, tenho sentido que o papão está dentro de mim. Um papão chamado passado. Um passado que eu não me recordo de ter vivido mas que me é terrivelmente familiar.
Vou-me deitar agora. Se fosse religioso, rezava para que aquela cara não me atormente mais, está a fazer-me lembrar de muita coisa que lutei para esquecer.
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