É um efeito secundário de ter começado a trabalhar. Só pode. Nem com drunfos na carola consigo dormir em paz. Vá lá não sonhei com ela ou elas. Nem sei. O dia de hoje foi relativamente calmo mas possivelmente se tivesse começado a trabalhar à segunda-feira, hoje estaria de rastos. Que se lixe, é sexta-feira, provavelmente devo ir dar uma joga para a casa do Pedro para descomprimir. Ah! Antes que me esqueça, hoje vi um vídeo do casamento da filha de uma colega minha – que foi amiga de infância do meu irmão – e ao ver a festa (ou bocados dela porque fomos saltando para a frente para despachar) com montes de pessoal conhecido, fez-me aperceber o quanto eu detesto estar com pessoas. Acho que a tendência para me isolar não vai diminuir, pelo o contrário. Não que não tivesse achado piada ao convívio que estava a ver. Apenas transpus-me para aquela situação e... acho que seria, sem sombra de dúvida, uma tortura para mim. Apesar de cada vez dar mais valor à vida e ao que transmitimos aos outros – e por isso é que ainda me custa a acreditar que tenha feito alguma coisa para acabar com a minha vida – paradoxalmente, estou cansado da mediania e banalidade dos humanos. Da maneira como esperam obrigatoriamente isto ou aquilo um dos outros. Acho que o ser humano é um ideal perfeito (por ser imperfeito) que apenas encontra um pálido reflexo na sua encarnação nesta realidade.
E não faço a mínima ideia de onde veio esta arrogância agora.
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