Tuesday, August 14, 2007

14 de Agosto de 2007

Estive a pensar. E esta pode ser mais uma pista. Porque raio estarei eu a sonhar com alguém que não conheço? Tem de haver alguma razão para isso, algo mais profundo que um trauma de um relação com fim para lá de doloroso. Já sofri muito por causa disso, porquê voltar agora? Qual é a justificação? Já passaram mais de dois anos. Eu sei que a minha mãe pensa que eu ainda não recuperei... da Susana. E talvez não tenha recuperado. Mas eu sei, sei que estes sonhos não estão relacionados com ela. Porque eu também sonho com ela de vez em quando. Isto é diferente. É real como se eu estivesse a viver uma história de alguém. Eu não me recordo do que sonho, nem ao certo da cara dela... sei que a conheço. Que a vejo em outras pessoas, o mesmo brilho nos olhos, a mesma cor de cabelo... as mesmas expressões, o mesmo cabelo... E agora que penso nisso... a Susana também tinha esses traços. Será que eu gostava dela por me fazer lembrar esta mulher?

Pistas:
2 - A Mulher misteriosa dos meus sonhos: Uma cara que eu não me recordo claramente persegue-me, as suas feições, tiques, expressões. Uma cara que eu sei que não conheço, embora ela me seja estranhamente familiar e tem, sem sombra de dúvidas, um poder e influência sobre mim.

Questão:
1 - Em que medida isto me afecta e afectou no facto de me querer isolar e de me sentir só ao mesmo tempo?

Possível resposta:
Algo ligado ao passado, à experiência traumática que foi o meu último relacionamento. A maneira como me senti impotente enquanto perdia a pessoa que amava. Castigo por ter cometido algum erro, erro que não está perfeitamente claro para mim.

2 - Poderá ter sido esta mulher uma das causas da minha tentativa de suicídio por ter despertado o inferno que foi Susana ter acabado comigo?

Possíveis respostas:
1 - Seria estranho ter sobrevivido 2 anos a esse inferno e tentar agora suicidar-me. A não ser que tenha ficado algo por resolver dessa altura.
2 - Apesar de a mulher me fazer lembrar a Susana... acho que ainda estão distantes uma da outra. Falta algo no meio delas. Algo que eu acho que sei, algo que está dentro de mim.


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