Hoje foi um dia pacífico. Os sonhos pararam mais uma vez e a tal mulher parece ter desaparecido da minha cabeça. Tal como Susana... Costuma-se dizer, longe da vista, longe do coração. Mas não esperava que dois anos após a ela ter acabado comigo, ainda andasse por aqui. Escondida. Resta saber se foi ela que se escondeu ou se fui eu próprio que a escondi. Apesar (ainda) de gostar muito dela e de querer que ela seja feliz, desejava que ela morresse. Dentro de mim, isto é. Não que a olhasse com raiva ou satisfação por saber que a pessoa que está com ela a faz infeliz. Apenas queria indiferença, da minha parte que da parte dela já a tenho. Passar por ela na rua, falar-lhe e não ficar a desejar morrer por causa disso. Desejar morrer... terá sido por causa dela? Não, não acredito nisso. Não o iria fazer por causa dela. Não o merece, depois de tudo o que aconteceu, não merece. Ninguém merece que se faça isso mas ela muito menos. A Susana foi a minha doença terminal à qual, milagrosamente, consegui sobreviver. O que me assusta é pensar que a doença ainda continua cá, adormecida, e que pode despertar a qualquer momento. De qualquer maneira, e vou-me repetir, não acredito que tenha tentado me suicidar por causa dela. Mas não quero mais pensar nisto. Em suícidios e em Susanas. O que me interessa agora é paz. E vou aproveitar enquanto cá estou para a ter.
Sunday, August 19, 2007
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