Sunday, June 8, 2008

07 de Junho de 2008

As nuvens, as poucas pelo menos, passaram a correr no céu, assim como o sol. Limitei-me a ouvir, não fiz nada o dia todo. Não comi, não me mexi, apenas fiquei parado a olhar para tudo o que estava à minha frente, chegando à conclusão de que não conseguia ver nada. Pensei para mim próprio de que o tempo se iria encarregar de me mostrar aquilo que procuro, mesmo sem saber o que procuro. O tempo voou, passou por mim a rir-se da minha lentidão e da minha incapacidade em perceber o seu mecanismo. Acho que sem perceber nada de nada. Quando o dia chegou ao final, voltou ao início, vezes e vezes sem conta e a cada nova tentativa, eu continuava a ter a esperança de conseguir encontrar algo, alguma coisa que me fizesse entender o porquê disto tudo. Teria de haver alguma razão, teria de haver algum motivo, alguma coisa que fizesse sentido. Que fizesse tudo ter sentido. O dia acabou, o tempo passou e eu acabei por não encontrar nada.

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