Tuesday, June 10, 2008

09 de Junho de 2008

Não interessa o que faça, não interessam as minhas intenções mas as minhas decisões são sempre as erradas. Ouvi dizer algures que todos temos os nossos momentos de estupidez, os momentos em que dizemos algo que não queríamos e sobretudo que fazemos algo que não queremos. Ultimamente todos os dias tem sido assim. A toda a hora. Por diversas e determinadas alturas da minha vida que senti de que era o meu pior inimigo. A maneira como encarei os meus relacionamentos amorosos que começo a pensar que foram tudo menos isso, a forma como encarei os meus amigos, que os deixei para trás, a todos sem excepção. A forma com que encarei os problemas desta família e os pus todos em cima do meu pai embora sentindo que eu sou tão culpado quanto ele. Podia ficar aqui horas e horas a escrever até faltar a tinta ou até mesmo acabarem as folhas, a descrever como todos os meus problemas ou quase todos, são causados por mim, por merdas que faço. No trabalho, em casa, em todo o lado que vá, há sempre alguma coisa que não devia ter feito e faço-o. Quando estou lúcido o suficiente, digo a mim mesmo que para a próxima vez isso não vai acontecer mas na próxima vez, estou a dormir, estou distraído ou então... simplesmente não estou. E os erros repetem-se, uns atrás de outros, num ciclo perpétuo. Estou cansado deste ciclo e estou cansado do sentimento que tenho sentido ultimamente de me empurrarem para esses mesmos erros e de eu não ter força para impedir. Estou cansado do sentimento que me diz que deveria desistir e de não ter força ou argumentos para o combater.

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