Mais de 15 mil euros em dívidas e eu desisto de contar. Apetece-me desistir de tudo. E quanto mais se remexe, mais a merda vem ao de cima. Os processos judiciais multiplicam-se e eu não aguento mais. Porquê este castigo? Não aguento mais ver a minha mãe assim e eu não sou capaz de lhe dar o mínimo de força. Dizer o quê? Que é sempre esta merda desde que nasci? De que apetecia-me não ter nascido? Que não consigo calar mais as vozes que dizem que a culpa é toda minha? De que nada vai realmente mudar? Nunca mudou... os anos passam, os empregos mudam, mas o problema é sempre o mesmo.
A M E S M A H I S T Ó R I A D E S E M P R E
Sinto-me encurralado e amordaçado, preso a um sítio qualquer enquanto a água sobe e eu não consigo libertar-me. Quero libertar-me e não consigo, não consigo libertar-me. Sou um inútil e não há nada que consiga fazer. Apenas olhar enquanto me afogo. Gostava de me afogar sozinho mas a minha família inteira está na mesma situação. O único que está mais distante é o meu irmão e ainda bem para ele. Ainda bem para ele, mas mesmo assim, pode ser afectado. Estou farto disto tudo. Não aguento olhar mais para os meus pais e não aguento mais olhar-me ao espelho. Nunca senti tanto cansaço antes, nunca mas nunca antes estive com tanta vontade de desaparecer. Não há nada. Eu tornei-me o grande vazio, não existe nada dentro de mim. Estou a cair sem parar no meu próprio abismo. Foda-se, para quê tentar arranjar maneiras bonitas de pôr isto?
Quero morrer. E estou cansado demais para me tentar impedir de o fazer.
Cansado do meu cansaço e a chegar pela primeira vez a um ponto que não aguento mais.
Não aguento mais ser vencido por coisas que não vejo, que me influenciam, que me torturam a mim e à minha família. Não aguento mais os mortos serem a minha companhia quando todos os vivos fogem de mim. Alguma coisa vai ter de mudar amanhã, algo para me prender aqui, porque se nada muda... eu desta vez, inconsciente ou conscientemente, não volto mais.
A M E S M A H I S T Ó R I A D E S E M P R E
Sinto-me encurralado e amordaçado, preso a um sítio qualquer enquanto a água sobe e eu não consigo libertar-me. Quero libertar-me e não consigo, não consigo libertar-me. Sou um inútil e não há nada que consiga fazer. Apenas olhar enquanto me afogo. Gostava de me afogar sozinho mas a minha família inteira está na mesma situação. O único que está mais distante é o meu irmão e ainda bem para ele. Ainda bem para ele, mas mesmo assim, pode ser afectado. Estou farto disto tudo. Não aguento olhar mais para os meus pais e não aguento mais olhar-me ao espelho. Nunca senti tanto cansaço antes, nunca mas nunca antes estive com tanta vontade de desaparecer. Não há nada. Eu tornei-me o grande vazio, não existe nada dentro de mim. Estou a cair sem parar no meu próprio abismo. Foda-se, para quê tentar arranjar maneiras bonitas de pôr isto?
Quero morrer. E estou cansado demais para me tentar impedir de o fazer.
Cansado do meu cansaço e a chegar pela primeira vez a um ponto que não aguento mais.
Não aguento mais ser vencido por coisas que não vejo, que me influenciam, que me torturam a mim e à minha família. Não aguento mais os mortos serem a minha companhia quando todos os vivos fogem de mim. Alguma coisa vai ter de mudar amanhã, algo para me prender aqui, porque se nada muda... eu desta vez, inconsciente ou conscientemente, não volto mais.
1 comment:
(e para acabar a invasão, que faço sempre de uma maneira estranhamente aliatória e a horas que ninguém compreende)
Pah, os mortos...
os mortos são marotos e marmotas
são marasmos, mirasmos, maresias
são mardas, pardas, sardas
são tudo aquilo que nós somos.
consumidos na estupidez das horas
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