Sunday, June 15, 2008

15062008

Tu odeias-os, a todos. Por tudo o que te fizeram. Olha a tua vida patética, olha-te ao espelho e vê o fantoche que eles criaram. Quanto tempo vais permitir viver assim? Vais deixar com que a tua vida seja constituída com os restos, as migalhas que os outros atiram para o chão? Para tu ires a correr faminto, lamber o cimento frio, dizendo a ti próprio que um dia, um dia vais ser amado e reconhecido pelo ser humano extraordinário que és. Não sejas idiota. És uma merda, é o que eles te dizem, mas tu, sempre estúpido, agarraste a uma esperança idiota de que mereces viver. Não mereces nada, absolutamente nada, nem sequer a morte. E por isso eles mantém-te assim, nesta não existência. A tua patética não existência. Porque isso diverte-lhes, anima-os. Apontam para ti e riem. Não ouves os seus risos nas tuas costas? Não vês eles a apontarem os seus dedos para ti com um sorriso enorme na cara. És tu! És tu! E quando não és foste e quando não foste vais ser. Nunca vais sair disto, nunca vais chegar à terra prometida, porque não há terra prometida. E como és fraco, vais-te limitar a isto. É a única coisa que conheces e para ti não há mais nada. Nem pode haver. Porque isso significava de que tinhas que te revoltar e tu não és capaz de tal coisa. Agora sê um bom cãozinho e vai comer os ossos debaixo da mesa.

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