Despertei com um estrondo às 5 e tal da manhã. Parecia que algo tinha caído. Algo pesado. Levantei-me para ver se via o que tinha sido, mas nem saí do quarto quando vi a luz da casa de banho acesa. Apesar de ter-me deitado não consegui mais dormir e andei às voltas. Quando finalmente o despertador tocou, comecei a sentir-me enjoado e deu-me uns vómitos. Hoje o meu pai não foi trabalhar e a minha mãe estava na cozinha por isso consegui vomitar sem que ninguém se apercebesse. Perguntei à minha mãe o que é que tinha sido aquele barulho e ela diz que não ouviu nada. Perguntei-lhe se não era ela que estava na casa de banho uma hora atrás. Ela responde que sim. Insisto, confirmando se ela não tinha mesmo ouvido nada. A resposta foi a mesma. E então ela lançou-me aquele olhar. Olhar de preocupação e desespero. Eu sei que ela pensa onde é que falhou, em como se sente inútil por não poder fazer nada por mim. Tento arrancar-lhe aquele olhar que não suporto e faço uma pergunta inútil para ver se a consigo distrair de alguma forma. Acho que não consegui. O dia foi calmo, grande parte do pessoal pôs o dia e de certa maneira, gostei de lá estar. São tão poucas as vezes que gosto de lá estar que é sempre agradável ser surpreendido. Mas continuo a querer sair de lá
Monday, February 4, 2008
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