Monday, February 11, 2008

11 de Fevereiro de 2008

Boom... boom....
O meu coração bate como se fosse um bate estacas minutos antes do despertador tocar. E depois pára. Como se fosse um atleta eternamente no ar depois de saltar.
Boom, boom.
Volta outra vez à vida, para que eu não me esqueça da razão de ele estar a bater assim.
Por muito que queira, não consigo deixar de repetir na minha mente o que aquela voz me disse. Que a culpa era minha. Se for a olhar para trás em retrospectiva vejo que sempre alimentei o pessimismo, o negativo. Não sei se era isso que se referia mas faz sentido para mim. Pelo menos hoje fez muito. Acordei pior do que o costume, inquieto. Disse a mim mesmo que alguma coisa estava mal, que isto devia ser um sinal qualquer disso. Nem sei dizer como é que comecei a dar ouvidos a estes pressentimentos supersticiosos mas o que é certo é que assim que cheguei ao trabalho, choveram problemas atrás de problemas. Ainda não eram 10 horas e eu estava com vontade de fugir. Paralizei completamente, fiquei sem reacção e só ouvia duas coisas. A voz a dizer que a culpa era minha e o meu coração a bater como se fossem bolas de demolição a bater em prédios.
No final do dia, quando vinha no comboio exausto, mas mais calmo por o dia ter acabado, comecei a pensar numa coisa... Estou a empurrar-me com as culpas de um lado para o outro. Não sei se pensar de que estou sob a influência de alguma força maligna não é indicativo de loucura. Já passei a fronteira de me preocupar com isso há muito tempo atrás.

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