Perco a conta das vezes em que chego a casa e digo isto a mim próprio em frente ao espelho. Desabafei com o Paulo no outro dia, no sábado penso eu... quando o encontrei por acaso. É engraçado, parecia que já não estava com ele há anos. Ele perguntou como é que me estava a dar no novo emprego e eu tentei conter-me para não dar vazão ao meu pessimismo. Estão tão farto de me queixar que tenho receio que as outras pessoas me achem um choramingas armado em miserável. Também só me queixo nas palavras que escrevo neste caderno... mas mesmo assim fico com essa sensação. Ele deu-me força, mostrando-me a inevitabilidade de termos de nos agarrar a coisas que não gostamos para sobrevivermos. Eu sei que ele tem razão... mas por outro lado sinto-me no direito de dizer isto que não quero isto, sem me importar de parecer uma criança mimada. Obviamente as responsabilidades que tenho ainda falam mais alto, mas o certo é que este trabalho está a revelar-se algo de bastante complicado para eu conseguir aguentar por muito tempo.
Monday, February 18, 2008
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