Nunca julguei que este trabalho me pudesse causar tanto stress. Sempre me incomodou trabalhar sobre pressão de tempo. Hoje dei por mim a bloquear por completo. Como se quisesse fazer 10 coisas diferentes ao mesmo tempo e simplesmente bloquear sem saber o que fazer. E no fim acabo por ser apenas um peão. O executante. Hoje passei o dia com esta sensação, de ser o executante. Não pensa. Faz. Não faz assim. Faz assado. Admito que é confortável que alguém nos indique o caminho. É mais seguro e se for o caminho errado, sempre posso por as culpas em alguém que não eu. Mas ter 10 caminhos para andar... desorienta-me mais do que me orienta. É engraçado como eu ultimamente tenho reparado em montes de coisas que faço à imenso tempo mas que nunca questionei. Nem sequer parei para pensar no que estava a acontecer ou a fazer. Esta é uma delas e o facto de gostar mais de ser orientado do que propriamente ser o centro das atenções a quem as pessoas recorrem em busca de atenção é outra. Segurança. A conclusão que chego é que sempre quis segurança, de ter alguém a dizer-me o que é correcto ou errado. Regras, leis. Qualquer coisa a que me pudesse agarrar, para não cair no vazio.
Friday, February 15, 2008
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