Wednesday, May 14, 2008

12 de Maio de 2008

Não consigo manter os olhos abertos, não consigo sequer pensar. Ela... ela anda em cima de mim, tenho nojo de mim próprio. Não consigo ter forças, não consigo lhe resistir nem lutar contra ela. Deixa-me exausto durante a noite, não me deixa descansar. Para melhorar tudo, quando o cansaço me consegue vencer, começam as obras no andar de cima. Parece que estou em cima de uma pedreira. Pior, parece que estou no meio de uma pedreira. O resto do dia é passado de forma catatónica, quase, em frente à televisão. Adormeço sem dar conta e acordo para as refeições, que as ingiro automaticamente, sem gosto. Sem sabor. Como tenho vivido a minha vida. Os cortes parece que não querem sarar, mas estranhamente a minha mãe não diz nada. Não percebo mas também não insisto porque estou sem forças até para a ouvir. Coitada. Estaria melhor se não tivesse que me aturar. Este tipo de pensamento é o resultado do cansaço. Merdas como estas saem-me sem que sequer me aperceba. Sempre, sempre, sempre... quando sinto que estou a chegar a qualquer lado... há algo que faz disparar o piloto automático da estupidez em mim. De alguma maneira sinto a indiferença que tinha antes das férias está a transformar-se. Apesar de continuar indiferente a uma série de coisas, principalmente com as pessoas, começo a sentir-me preocupado. Com o quê ainda não sei. A minha anormalidade parece não ter limites. Tudo o que é simples é distorcido aos meus olhos e o mais idiota é eu conseguir aperceber-me disto e não conseguir impedir ou alterar o ser que seja. I'm the passenger and I ride... I ride. Faz sentido.

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