De volta à rotina. Como eu precisava disto. Foi mesmo como uma lufada de ar fresco. De alguma forma, senti que isto era o que me restava. Talvez por isso estas férias não tenham sido bem férias. Não descansei, não relaxei e vi-me confrontado mais uma vez por uma série de merdas que não consigo entender. O que eu consigo entender é que alguém me está a manipular. Não posso ter tempo livre, não posso concentrar-me naquilo que me tortura. Nunca pensei dizer isto mas... eu preciso do trabalho. A mesma coisa que eu odiava tempos atrás, que me batia e ainda piorava o que sentia, ampliava toda a miséria que andava e anda à minha volta, agora sinto que é a minha única possibilidade de me salvar. Ou sobreviver. E o sentimento... neste momento tudo o que tenho na minha vida são fantasmas. Fantasmas. Fantasmas do futuro, fantasmas do passado e os fantasmas do presente. O que senti hoje ao voltar ao trabalho é que aquilo é o único sítio onde posso ser normal, a minha última oportunidade para ser normal. Foi o que senti. Hoje senti-me normal. As pessoas pareciam estar contentes de me ver, sentiram a minha falta, apesar de eu não reconhecer a maior parte delas. Incrível como eu esqueci os pormenores dos rostos da maior parte das pessoas que me rodeia por lá. Também há umas caras novas, umas mudanças. Mas senti esperança. Não sei porquê. Talvez por ser um dos dias mais normais que tive dos últimos tempos. Sem pressão, sem... stress.
Sunday, May 18, 2008
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