Nâo dormi nada a noite toda e levantei-me decidido a voltar lá. Como não sabia o horário da feira, achei melhor ir da parte da tarde. Passei a manhã toda ansioso e a minha mãe notou isso. Disse-lhe só que ia sair à tarde. Quando ela me perguntou onde eu respondi apenas de que ia passear. Continuei ansioso e principalmente a pensar onde iria e o que iria dizer. Acho que foi isso que pensei durante o almoço e no caminho. O que vou eu dizer... Quando cheguei lá, decidi não escolher. Se tinha chegado àquele sítio por tudo o que indicava ser um acaso, então seria o acaso também a escolher o caminho. A única tenda que não estava ocupada era a de uma vidente. Madame qualquer coisa, nem olhei para o nome. Aliás, só lá dentro é que vi de se tratava de uma vidente. Ela começou por perguntar o que é que me trazia a ali. E eu bloqueei. Tudo ficou em branco. Lembro-me de começar a falar mas a minha consciência a desaparecer. O momento pelo o qual estive ansioso todo o dia foi o momento no qual tive mais uma branca. Quando dei por mim estava no comboio a caminho de casa. Levei um gravador, mas ainda não tive forças para ouvir o que gravou. Se é que gravou. Estou esgotado. Deveria ter ido lá ontem de forma a ter descansado hoje. Só de pensar que amanhã vou ter de me levantar às 6:20 para ir trabalhar para aquele lugar sinto-me ainda mais cansado. Uma noite de sono, é o que preciso.
Sunday, January 20, 2008
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