Ontem faltou a luz ainda não eram seis da tarde. É estranho, mas souberam-me bem aqueles momentos às escuras. Com a minha família. Senti-me criança outra vez. Tenho usado todos os momentos que posso para tentar meditar. É ridículo porque nunca o fiz antes, não sei o que fazer, mas tenho andado a tentar isso. O que descobri ontem, no escuro, foi de que o stress que tive ontem por causa do trabalho, o stress que me acompanha hoje, que me faz ficar desconfortável, sempre esteve cá. Mesmo quando eu não estava cá. Gostava de saber como é que lidou com ele quem quer que seja que esteve a viver por mim. Acabei por ir deitar-me cedo, por volta das oito da noite, se não estou em erro, e o facto de ter tido tempo e oportunidade para pensar no que se passa comigo consegui chegar a uma conclusão que acabou por ser surpreendente para mim. Eu estou com medo. Eu ontem descobri que estava aterrado de morte e ainda estou. O andar a dormir era uma protecção muito eficaz, protecção que agora deixei de a querer ter. Agora sou só eu. E isso deixa-me completamente aterrorizado.
Agora já não dá para voltar atrás.
Agora já não dá para voltar atrás.
2 comments:
Há uma altura, não para toda a gente, que somos sempre só nós, uma altura de fragilidade. Aterroriza sim, oh ye.
Oh yé
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