As noites são um inferno. Quando a calma da noite cai sobre a casa, sobre mim cai o desespero e a solidão. Parece que só acordo durante a noite. A um canto escuro. Desde recentemente que a minha vida se limita à noite. Não vejo a luz do sol. Recuso-me. E não faço nada. As tentativas falhadas de tirar a minha própria vida fizeram com que desistisse. Desistisse de tentar morrer e de tentar viver. Não faço nada. A única coisa que faço é escrever estas palavras vazias a ti, meu amor. Na vã esperança que eventualmente um dia as leias. Que saibas o quanto sofri por ti, o quão o vazio que deixaste na minha vida foi enorme, tão grande que luto para não me afogar nele. No vácuo da tua ausência. A esperança de que um dia iremos estar finalmente juntos acode-me. A esperança dos tolos. Eu sei. Também sei que se por acidente fores ler estas palavras de desespero, que nem de mim vais ter lembrança. Se tiveres será ténue. Uma ténue recordação de uma vida passada que tu optaste por abandonar.
Onde estás...?
1 comment:
No inferno só há uma luz.
E não é o sol.
Post a Comment