Tuesday, September 25, 2007

23 de Setembro de 2007

E de repente aparece ela. Novamente da mesma maneira. E eu sinto que eu a conheço, isto é, que já a conhecia. Posso jurar a pés juntos. Mas eu também já senti isto antes, não é a primeira vez, não é novidade. E as cicatrizes da última ainda se encontram por fechar. E novamente ela está longe de mim. Será que intencionalmente procuro longe de mim que me possa amar? Mas eu não a procurei... nós simplesmente nos cruzámos. Calhou. Por acaso.

Será...?

E as mesmas dúvidas me assaltam. Eu não deixo ninguém entrar no meu mundo. Será que ela vai ser diferente? E se não for? A paixão vai dar lugar ao desencanto, tal como aconteceu com a Susana? Alguém supostamente melhor, mais perto, presente acabará por aparecer. E tudo vai acontecer novamente e eu vou dizer que nunca mais me abrirei a nenhuma mulher novamente. O que eu tenho mais medo é que isso não vai impedir que eu me atire de cabeça, apesar de algo em mim me estar a encher de medos e dúvidas. Uma parte de mim não quer amar. Uma parte de mim diz nunca mais.
Mas eu quero amar. Eu sei que é possível. Eu esqueci todos os meus problemas de dinheiro, não me interessa mais nada, que seja posto em tribunal, preso ou morto. Nada na minha vida interessa. Nada a não ser isto. Um sonho idiota de alguém que disse a si mesmo que sonhar mata.

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