A noite já não me traz surpresas nenhumas. Não sei se é o calor que está, se é pelo o meu quarto ser óptimo a concentrar o calor no verão e o frio no inverno. O que é certo é que foi mais uma noite sem dormir. Desta vez com direito a sonho. E dos estúpidos – para variar. Estava à beira de um lago no Porto e surge um faisão ou pavão, não sei. Algum animal com muitas penas. Ele disse-me, “deixa-me entrar, que eu compreendo a tua dor”, ao que eu respondi “que dor?”. Ele repetiu “a dor. Deixa-me tirar-te a dor, eu compreendo a tua dor, ela é a minha dor, deixam-me tirar a dor”. E ele entrou em mim, lembro-me de ver o céu, as nuvens e as suas milhentas formas que conseguem assumir na nossa cabeça. Do rio, daquela vista magnífica. Mas não era mais eu, era outra pessoa qualquer que eu deixei entrar em mim em desespero.
E no meio de voltas e revoltas na cama e de não ter conseguido voltar a adormecer, levantei-me da cama exausto e com a cabeça num estado miserável, como não dormisse há mais de duas semanas (e se calhar não anda muito longe da verdade), lembro-me de ter pensado:
Wednesday, September 5, 2007
05 de Setembro de 2007
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1 comment:
Nunca parte. E nunca fica.
Não sai, e não se lava das feridas.
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