Saturday, September 8, 2007

08 de Setembro de 2007

Tenho andado tão absorvido com as questões que me afectam directamente que desliguei completamente do mundo exterior. Fui extremamente egoísta, embora ninguém me tenha acusado do ser. Mas sei que fui e não é de agora. Sempre me absorvi demasiado com os meus problemas, em todas as fases do meu crescimento até agora. Sempre me fechei no meu mundinho dando autorização a poucas pessoas para entrar e acho que vai ser sempre assim. Hoje acordei com uma discussão que me fez lembrar coisas de que já tinha esquecido mas que sempre estiveram em cima da mesa. Os erros do passado que afectaram o presente e vão continuar a afectar o futuro. E todos pagamos por esses erros. Sinceramente não sei como a minha mãe aguenta e ela também não. E se há coisa que eu não suporto é ter a minha mãe a chorar, abraçada a mim a dizer que sou a melhor coisa que ela tem na vida dela, que não gosta mais de mim do que do meu irmão mas que sou especial e de que se não fosse por minha causa, já tinha desaparecido, há muito tempo. E é arrepiante pensar que a vida da minha mãe está nas mãos de alguém que nem sequer se lembra ou mesmo sabe se tentou matar. E sei que tenho sido egoísta, não só com a minha própria família mas com todos os que gostam de mim. Que possivelmente deveria fazer o mínimo de esforço para estar presente... mas não dá. Não consigo ter forças nem vontade para isso. E o que fiquei a saber hoje, os graves problemas financeiros que tiram o sono ao meu pai e trazem coisas do passado que era melhor terem continuado por lá, é algo que eu não posso fazer nada. Aquela sensação de um interminável azar que nos persegue, onde quer que vamos. Mais uma vez, encontro-me a assistir um filme, tal como foi com a Susana. Senti-a a perder lentamente e tudo que fiz para evitar isso, só acelerou o processo. Agora nem sequer posso fazer nada. Apenas assistir até ao final que pelo jeito... não vai ser feliz.

Estou cansado, vou dormir ou pelo menos tentar.

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