Saturday, September 8, 2007

07 de Setembro de 2007

Apesar de detestar mudanças bruscas, hoje soube-me bem a quebra da rotina. Além de que tive a confirmação de que esta quebra pode e irá repetir-se muitas vezes no futuro. Claro que se tive algum tipo de ambições ou orgulho profissional, esta notícia seria a pior que me poderiam dar. Mas como não é o caso... Apesar do serviço cansativo e até monótono, tem uma coisa boa: o facto de nem sequer ter tempo para pensar acaba-me por me libertar a cabeça. Por norma no final do dia estou completamente de rastos, quer em termos de corpo como também de cabeça. Hoje não, sinto-me como se tivesse acordado agora para começar a trabalhar. Ou seja, não completamente fresco, apenas com o cansaço que é habitual em mim depois de mais uma noite mal dormida.
No tempo em que estaria realmente interessado em conseguir respostas, de certeza que me perguntaria de onde tinha vindo este desinteresse ou falta de ambição profissional. E apesar de tudo é estranho sentir-me um estranho por não a ter. Mas ainda não consegui perceber quem a tem porque é que a tem, tal como cada vez não consigo perceber as pessoas materiais. A minha paciência ultimamente esgota-se muito facilmente, mas não tenho mesmo pachorra para pessoas materiais com conversas fúteis. Hoje à hora de almoço, cheguei à conclusão que grande parte das pessoas com quem lido no dia-a-dia são pessoas vazias (com raras excepções). E com isto é mais fácil perceber o porquê de não sair de casa. Elas estão em todo o lado.

De repente muita coisa faz sentido.

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