Esta situação afectou-me muito. Fez-me lembrar coisas de que não queria me lembrar. E que talvez tivessem ficado melhor esquecidas. A vida realmente é um grande círculo voltando vezes sem conta ao mesmo sítio. Por isso tantas vezes me parece familiar. Estas dificuldades só vieram por a nu as fragilidades que tenho em poder uma vida normal. Por acaso tenho um estilo de vida que se adapta a conter gastos, mas qualquer ideia de independência deve ser posta completamente de parte. Se antes era complicado pensar em comprar casa sozinho, agora é totaltamente possível. E também não adianta pensar numa data em que eventualmente as coisas vão acalmar. O que eu já aprendi com a vida e nesta família, é que quando se julga que as coisas estão a ficar em ordem, caiem 300 toneladas de merda do céu para nos mostrar que a sujidade pode aparecer a qualquer momento, mesmo quando julgamos que está tudo limpo.
Mesmo assim tenho sempre aquela ilusão infantil que um milagre vai acontecer para que todos estes problemas de dinheiro acabem. Será que depois de 26 anos, não será já tempo de parar de as ter? Ou será que essas ilusões são o último reduto de inocência que me resta?
Mesmo assim tenho sempre aquela ilusão infantil que um milagre vai acontecer para que todos estes problemas de dinheiro acabem. Será que depois de 26 anos, não será já tempo de parar de as ter? Ou será que essas ilusões são o último reduto de inocência que me resta?
1 comment:
A ignorância é como a estupidez: vinga em todo o lado e só trás merda.
Por isso inocência ou não, no momento em que o sonho acaba, a lampada funde-se e a merda afoga-nos.
Post a Comment